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Esse endereço eletrônico possui uma análise da música Construção que permite um aprofundamento maior sobre os seus significados. O início do artigo não precisa ser lido; a partir da música há uma compreensão maior do que abordei em classe.
domingo, 27 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
LITERATURA - AULA 3 - APOSTILA 1 - ANGLO
Ensino Médio
Classificação usual das rimas na tradição da Língua Portuguesa
Posição no verso
• Externa - Quando a rima aparece ao final do verso. É o tipo mais comum de rima.
“ Lembranças, que lembrais meu bem passado
Para que sinta mais o mal presente
Deixai-me se quereis viver contente
Não me deixeis morrer neste estado ”
(Lembranças, que lembrais meu bem passado, Thiago Augusto Cardoso da Silva)
Posição na estrofe
• Cruzada ou alternada: O primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo com o quarto .
“ Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
É meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco ”
(Minha Desgraça, Álvares de Azevedo)
• Interpolada ou intercalada: Frequentemente usada em sonetos, o primeiro verso rima com o quarto, e o segundo com o terceiro .
“ Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco ”
(Psicologia de um Vencido, Augusto dos Anjos)
• Emparelhada: O primeiro verso rima com o segundo, e o terceiro com o quarto .
“ Aos que me dão lugar no bonde
e que conheço não sei de onde,
aos que me dizem terno adeus
sem que lhes saiba os nomes seus ”
(Obrigado, Carlos Drummond de Andrade)
• Encadeada ou internas: Quando rimam palavras que estão no fim do verso e no interior do verso seguinte:
“ Salve Bandeira do Brasil querida
Toda tecida de esperança e luz
Pálio sagrado sobre o qual palpita
A alma bendita do país da Cruz ”
(Dom Aquino Correia)
• Misturadas: Não tem ordem determinada entre as rimas.
“ A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
...Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais ”
(A Chuva Chove, Cecília Meireles)
• Versos brancos ou soltos: São os versos que não tem rima
“ A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada ”
(Rosa de Hiroshima, Vinícius de Moraes)
Tonicidade
• Agudas ou masculinas: Quando a rima acontece entre palavras oxítonas ou monossilábicas.
o Exemplo: Valor/Amor, és/viés
• Graves ou femininas: Quando a rima acontece entre palavras paroxítonas.
o Exemplo: Santa/planta, mala/sala, toque/choque.
• Esdrúxulas: Quando a rima acontece entre palavras proparoxítonas.
o Exemplo: Mágico/Trágico, Fábula/tábula.
Sonoridade
• Perfeitas (consoantes, soantes, totais): Há uma perfeita identidade dos sons finais, assim como uma semelhança entre as últimas vogais e consoantes.
o Exemplo: Fada/dourada, rosa/formosa, anil/Brasil.
• Imperfeitas (assonantes, toantes, parciais): Quando, ou há identidade apenas entre as vogais finais, não havendo necessariamente identidade entre os sons finais, ou quando a sonoridade é semelhante, mas a grafia das palavras é diferente.
o Exemplo: Estrela/vela, vertigem/virgem, mais/faz, seis/fez.
Valores
• Pobres: Quando a rima acontece entre palavras da mesma classe gramatical.
o Exemplo: Falar/amar, o calor/o sabor, bonito/bendito.
• Ricas: Quando a rima acontece entre palavras de classes gramaticais diferentes.
o Exemplo: Cantando/bando, mar/navegar, vagos/lagos e quem/tem
• Raras: Quando a rima acontece entre palavras de difícil combinação melódica.
o Exemplo: Cisne/tisne.
• Preciosas: Rimas entre verbos na forma verbo-pronome com outras palavras.
o Exemplo: Estrela/tê-la, Tranqüilo/segui-lo.
Referência e Bibliografia
COELHO, Nelly Novaes. Literatura e Linguagem: a obra literária e a expressão lingüística, introdução aos cursos de Letras e de Ciências Humanas, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1974
Jatobá, João Felipe Brandão Jatobá (9 de Janeiro de 2008). Elemento Literário Estrutural - Poesia - Rima. Ofício Literário. Página visitada em 9 de Janeiro de 2008.
Classificação usual das rimas na tradição da Língua Portuguesa
Posição no verso
• Externa - Quando a rima aparece ao final do verso. É o tipo mais comum de rima.
“ Lembranças, que lembrais meu bem passado
Para que sinta mais o mal presente
Deixai-me se quereis viver contente
Não me deixeis morrer neste estado ”
(Lembranças, que lembrais meu bem passado, Thiago Augusto Cardoso da Silva)
Posição na estrofe
• Cruzada ou alternada: O primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo com o quarto .
“ Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
É meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco ”
(Minha Desgraça, Álvares de Azevedo)
• Interpolada ou intercalada: Frequentemente usada em sonetos, o primeiro verso rima com o quarto, e o segundo com o terceiro .
“ Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco ”
(Psicologia de um Vencido, Augusto dos Anjos)
• Emparelhada: O primeiro verso rima com o segundo, e o terceiro com o quarto .
“ Aos que me dão lugar no bonde
e que conheço não sei de onde,
aos que me dizem terno adeus
sem que lhes saiba os nomes seus ”
(Obrigado, Carlos Drummond de Andrade)
• Encadeada ou internas: Quando rimam palavras que estão no fim do verso e no interior do verso seguinte:
“ Salve Bandeira do Brasil querida
Toda tecida de esperança e luz
Pálio sagrado sobre o qual palpita
A alma bendita do país da Cruz ”
(Dom Aquino Correia)
• Misturadas: Não tem ordem determinada entre as rimas.
“ A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
...Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais ”
(A Chuva Chove, Cecília Meireles)
• Versos brancos ou soltos: São os versos que não tem rima
“ A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada ”
(Rosa de Hiroshima, Vinícius de Moraes)
Tonicidade
• Agudas ou masculinas: Quando a rima acontece entre palavras oxítonas ou monossilábicas.
o Exemplo: Valor/Amor, és/viés
• Graves ou femininas: Quando a rima acontece entre palavras paroxítonas.
o Exemplo: Santa/planta, mala/sala, toque/choque.
• Esdrúxulas: Quando a rima acontece entre palavras proparoxítonas.
o Exemplo: Mágico/Trágico, Fábula/tábula.
Sonoridade
• Perfeitas (consoantes, soantes, totais): Há uma perfeita identidade dos sons finais, assim como uma semelhança entre as últimas vogais e consoantes.
o Exemplo: Fada/dourada, rosa/formosa, anil/Brasil.
• Imperfeitas (assonantes, toantes, parciais): Quando, ou há identidade apenas entre as vogais finais, não havendo necessariamente identidade entre os sons finais, ou quando a sonoridade é semelhante, mas a grafia das palavras é diferente.
o Exemplo: Estrela/vela, vertigem/virgem, mais/faz, seis/fez.
Valores
• Pobres: Quando a rima acontece entre palavras da mesma classe gramatical.
o Exemplo: Falar/amar, o calor/o sabor, bonito/bendito.
• Ricas: Quando a rima acontece entre palavras de classes gramaticais diferentes.
o Exemplo: Cantando/bando, mar/navegar, vagos/lagos e quem/tem
• Raras: Quando a rima acontece entre palavras de difícil combinação melódica.
o Exemplo: Cisne/tisne.
• Preciosas: Rimas entre verbos na forma verbo-pronome com outras palavras.
o Exemplo: Estrela/tê-la, Tranqüilo/segui-lo.
Referência e Bibliografia
COELHO, Nelly Novaes. Literatura e Linguagem: a obra literária e a expressão lingüística, introdução aos cursos de Letras e de Ciências Humanas, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio, 1974
Jatobá, João Felipe Brandão Jatobá (9 de Janeiro de 2008). Elemento Literário Estrutural - Poesia - Rima. Ofício Literário. Página visitada em 9 de Janeiro de 2008.
quinta-feira, 3 de março de 2011
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